segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Programação da semana 27 a 31/10/14

Programação da semana:
Segunda
15h00 - Pilates Mamãe Bebê (NOVO!)
17h30 - Pilates (gestantes e não gestantes)
19h00 - Yoga para Gestantes
Terça
09h30 e 18h30 - Yoga para Gestantes
20h00 - Roda de Casais Grávidos e Gestantes
Quarta
15h00 - Yoga Mamãe Bebê (Para bebês a partir de 40 dias)
16h00 - Roda de Pós Parto
17h30 - Pilates (gestantes e não gestantes)
19h00 - Yoga para Gestantes
Quinta
08h00 - Pilates (gestantes e não gestantes)
09h30 - Yoga para Gestantes
Aulas de PILATES acontecem em diversos horários e dias, consulte.
Disponibilizamos atendimentos de:
- Fisioterapia da Mulher
- Aplicação de Reiki e Magnified Healing Light
- Consultas de Homeopatia com Dr. Marcos Bressan
- Serviço de Doula, Parto Natural e Parto Domiciliar
- Consultoria em Amamentação e Cuidados com Bebê
Ótima semana!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Medo do parto ou medos desconhecidos: as bagagens que carregamos para o parto

As bagagens que carregamos para o parto

O medo, a insegurança, a falta de auto-confiança, a distância em relação ao corpo são pesos que carregamos para o parto e vão condicioná-lo. Preparar-se para o parto é sobretudo aliviar a carga.

A parteira mexicana Naoli Vinaver diz que carregamos muitas malas conosco para o parto. Não é só a mala com as nossas roupas e as do bebé. São as malas com tudo o que temos por resolver na nossa vida, com tudo aquilo que o que nos amarra. São malas bem pesadas, por vezes. E às vezes são imensas.

Durante o trabalho de parto vamos libertando-nos de muitas delas, vamos-nos desamarrando. Por isso se diz que o parto pode ser transformador. Mas se o peso for excessivo, o parto pode arrastar-se, complicar-se ou até não ter início.

Sabemos que a muitas mulheres falhavam em ter seus filhos de uma forma mais natural porque algo emocional, além do corpo as impedia.

O medo faz com que as mulheres estejam contraídas e não deixa libertar as hormonas que estimulam as contrações e a dilatação. Isto é assim porque somos mamíferos e a natureza, que sabe o que faz, encontrou esta forma de proteger as nossas crias: elas não nasceriam em ambiente ameaçador, mas apenas quando a mãe estivesse tranquila e segura.

É preciso aliviar a carga e preparar-se. Faça-o por si e pelo seu bebé. Um parto com menos intervenção é um parto mais saudável, com menos riscos, que leva a um pós-parto infinitamente mais fácil. O poder de dar à luz o seu bebé está em si. Só tem de descobri-lo. Deixamos-lhe algumas dicas:

- Converse com alguém da sua confiança, fale dos seus medos, mesmo daqueles que parecem mais inconfessáveis, mais patetas, mais simples ou mais complicados.

- Se não tem ninguém com quem falar do mais íntimo do íntimo, dos medos mais inconfessáveis, se lhe custa verbalizar, ouvir-se dizer coisas que ainda nem percebeu muito bem... escreva. Um diário de gravidez é bom, mas é para deixar para a história. Escreva num caderno que seja só seu, onde não sinta os olhares de quem vai ler.

- Registe sentimentos, medos, inseguranças e estará a libertar-se de um grande peso. Escrever é uma excelente maneira de deitar cá para fora porque ninguém nos está a ouvir, mas também de organizar as ideias, trabalhar os medos, estruturar as prioridades.

- Procure uma doula que a poderá acompanhará na gravidez, no parto e no pós-parto dando-lhe apoio emocional, ajudando-a a desfazer muitos dos seus medos.

- Faça uma lista daquilo que quer fazer ou resolver antes de do parto. Não se limite às compras e à preparação do quarto do bebé.

- Pratique ioga ou pilates. Ajuda não só fisicamente, mas também mentalmente promovendo bem-estar e a união com o bebé.

- Aprenda técnicas de relaxamento ou meditação. Para quem tem altos níveis de ansiedade, estas técnicas são uma excelente forma de encontrar mais tranquilidade e confiança no próprio corpo. Um relaxamento profundo produz ondas cerebrais alfa, diminui a tensão arterial, reduz a tensão muscular, logo reduz também o stress e a ansiedade.

- Visualização positiva: visualizar o bebé estimula a ligação com ele e acalma os medos.

Abrande o ritmo perto do final da gestação. Se puder, suspenda o trabalho. Dedique-se a fazer o ninho e relaxar. Passeios à beira-mar e ouvir música são boas atividades para aproveitar o fim do tempo de gestação.

40 semanas, e se o bebê não nasceu?

As 40 semanas de gestação

Existe uma prática recente na medicina em se que estabelece, através de ultrasonografias e pela data da ultima menstruação, a Data Provável do Parto. Esse dia quer dizer exatamente o que? Nada!
Sim, não quer dizer nada. Simplesmente tem sido usada como uma data de corte, onde querem dizer que se o bebê não nascer até aquele dia ou naquele dia, ele vai passar da hora. Porém essa hora não tem como ser determinada, nem pela medicina.
Vamos para as explicações lógicas:
Do primeiro dia da menstruação até o possível período fértil, não havia gravidez. Esse período calcula-se em média 14 dias. Depois dos 14 dias existe a maior probabilidade de ter ocorrido o período fértil e então a gravidez.
Quando a mulher sabe da gestação ela passa a contar as "semanas" a partir do primeiro dia da menstruação. Porém existem essas duas semanas que não havia gestação. E quando ela vai pela primeira vez a sua consulta pré-natal, essa conta das 40 semanas é feita com base na última menstruação, considerando também aquelas 2 semanas que não havia gravidez.
Então a gestação se desenvolve e sempre estimando uma idade gestacional mais adiantada do que de fato é. Uma gestação de 40 semanas, tirando os 14 dias que se refere do primeiro dia da menstruação até o possível período fértil, é na verdade uma gestação de aproximadamente 38 semanas. Certo?

Existem estudo que comprovam que somente 6% dos bebês nascem nessa data (im)provável do parto, se deixassem, os outros 94% nasce(riam) depois.

Além dos estudos, que também são recentes, sabe-se que uma gestação saudável chega até os 9 meses completos (até 42 semanas). Antes de ultra-sons existirem e o parto ser um evento médico, ou seja, desde que a humanidade existe, os bebês nascem quando estão prontos.
Quando o bebê está pronto o seu pulmão libera um hormônio que entra na corrente sanguínea da mãe e o cérebro avisa que ja pode iniciar o trabalho de parto. Não tem segredo, o corpo humano é perfeito e se não atrapalharmos, ele sabe como funcionar.

Essas 40 semanas é só uma data como outra qualquer e não significa que o bebê tem de nascer naquele dia ou vai passar da hora. O termo passar da hora é mais um dos infinitos mitos da medicina contemporânea para poder agilizar e mecanizar um evento que é fisiológico.

Fazendo o pré-natal e sendo o acompanhada por profissionais de confiança, pode e deve esperar até o momento em que o bebê estiver pronto para nascer. E ele nasce.

Para superar a ansiedade é preciso entender que nenhum ser humano no planeta tem controle sobre o parto. Embora a medicina tente, nem ela consegue desvendar os mistérios que envolvem a gestação e o parto. Se fosse algo para ser desvendado o corpo humano já viria preparado para isso.

O que podemos fazer nas últimas semanas de gestação é esperar. De preferência com a cabeça livre de preocupações desnecessárias, sendo bem acompanhada por profissionais que acreditam que o parto é fisiológico e a mulher capaz de trazer seu filho ao mundo, descansar, se alimentar bem e manter o vínculo entre mãe-bebê. A mãe, se conectada a sua intuição, sempre sabe se está ou não tudo bem.
Muito mais do que fisiológico, o nascimento é SAGRADO. Um momento de plena conexão com o Divino, em que um ser espiritual chega nesse mundo para sua vivência terrena.
Nascer é sagrado e vai acontecer no momento em que finalizar o periodo de gestação. Nem antes e nem depois. Na hora certa. A nós só cabe cuidar, se informar e esperar.


Thiana 
Parteira na Tradição
Doula

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Mudanças e sintomas na gestação.....tudo culpa dos hormônios?

“Cordel Umbilical

Unir as rimas ao papel
É o mesmo que uma gestação
Gerar com amor um cordel
Dar asas à criação
De letras, filhos, rimados
Criados com muito amor
Meninos nada mimados
Meninas com cheiro de flor”




 É quase inevitável não perceber alguns sinais, e sentir alguns sintomas com o início da gestação. A mudança como um todo na mulher é muito grande, então vamos tentar passar por essas mudanças com naturalidade e com a consciência de que tudo isso é necessário para o bom desenvolvimento da gestação.
Mas podemos amenizar esses sintomas de alguma forma, o que explicarei um pouco mais adiante.
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Após a fertilização do óvulo, inicia-se o processo de desenvolvimento do embrião. Quando este embrião atinge a idade de 8 semanas ele já pode ser reconhecido fisicamente como ser humano, carregando as características que temos hoje, passando de desenvolvimento embrionário para desenvolvimento fetal.
O trabalho como ser humano, a luta pela sobrevivência começa a partir daí! O bebê tem que construir-se a partir de uma única célula, aprender a respirar antes de ter pulmões, digerir sem intestino, construir osso enquanto é uma massa, formar variedade de neurônios antes de saber pensar. Essa é a beleza da natureza, o que sempre nos diferenciará de uma máquina, pois à ela nunca será chamada uma função antes de sua construção, já nós temos que funcionar enquanto construímos a nós mesmos.

Portanto a partir de uma única célula e pela divisão celular o embrião passa a ser reconhecido como espécie humana, e para isso, durante essas oito semanas, o bebê tem que crescer 300 vezes!

Bebê com doze semanas:

v  Tamanho do feto : 6 – 7 cm / 13 g
v  Aparecem os centros de ossificação
v  Diferenciação dos dedos
v  Desenvolvimento do nariz e pele 
v  Cabelos rudimentares
v  Genitália externa começa a se definir
vIniciam movimentos espontâneos


feto com 12 semanas



Enfim,

POR QUE OS MÉDICOS RECOMENDAM PARA VOLTAR ÀS ATIVIDADES NORMAIS APÓS O PRIMEIRO TRIMESTRE (12 SEMANAS)?

Até doze semanas a placenta ainda não está totalmente formada. E ela é responsável por: levar o sangue da mãe para o bebê pelo cordão umbilical e eliminar substancias que o bebê não precisa mais. Por isso substâncias químicas como álcool, cigarro e medicamentos são prejudiciais para o bem-estar do bebê, e por ele ter baixo peso a substancia perdura mais tempo nele do que na mãe.
Os músculos do bebê ainda não são funcionais, seus rins ainda não produzem urina e seu sistema neurológico ainda é pouco desenvolvido. Por esses motivos, a chance de aborto espontâneo nos três primeiros meses é maior, daí a necessidade de ficar mais tranquila e ter um cuidado maior.


Mudanças na gestante.... É tudo culpa dos hormônios?

A mulher percebe atraso menstrual, pode começar a sentir cansaço, náuseas matinais, aumento e dor nas mamas, cólicas leves, aumento da sensação de fome, urinar com maior frequência e apresentar alterações no  estado emocional.

Cansaço: Ao longo de toda a gestação, mas principalmente no primeiro trimestre, seu corpo trabalha duro. Você está fabricando a importantíssima placenta, o sistema que sustentará o seu filho. Esse processo só será concluído no final do primeiro trimestre. 

Seus níveis hormonais e seu metabolismo estão mudando rápido, e ao mesmo tempo as taxas de açúcar no sangue e a pressão tendem a cair. Tudo isso contribui para a sensação de cansaço. 

Náuseas matinais: O mecanismo exato que leva mulheres grávidas a sentir enjoos durante todo o primeiro trimestre da gestação é desconhecido. Sabe-se, porém, que as rápidas alterações hormonais do início da gravidez (estrogênio, progesterona e hCG) desempenham um papel importante no quadro. Alguns trabalhos mostraram que quanto mais alto os níveis do hormônio hCG, maior a incidência de náuseas durante a gravidez.
Os hormônios da gravidez, principalmente a progesterona, agem também na motilidade do trato gastrointestinal. Mulheres grávidas apresentam um “estômago preguiçoso”, que demora a se esvaziar, o que além de favorecer o aparecimento das náuseas, provoca também uma sensação de saciedade precoce, impedindo a ingestão de grandes quantidades de alimento. A gestante sente-se “empanturrada” com muita facilidade.
Dica: fazer pequenas refeições varias vezes ao dia (em torno de seis) para não ficar com o estomago vazio, baixa taxa de açúcar no sangue piora as náuseas, portanto pode levar consigo biscoitos para comer durante o dia. Beba seus alimentos ao invés de come-los (ex: vitaminas). Evite açucares simples. Evite qualquer alimento ou odores que lhe incomodam. Beba bebidas gaseificadas sem cafeína. O gengibre alivia o trato digestivo e ajuda na eliminação dos gases.

Dor nas mamas: com o seu corpo se preparando para os meses de gravidez que estão por vir, é produzida uma quantidade muito maior de estrogênio e de progesterona. Esse aumento gera maior circulação de sangue nos seios, alterando seu tecido e deixando-os inchados, doloridos e muito mais sensíveis. É como o sintoma de uma TPM, porém em escala potencializada. Algumas mulheres chegam a se incomodar com o toque das roupas, de tanta sensibilidade. Isso tende a melhorar no segundo trimestre de gravidez, quando o corpo se acostuma com essa taxa de hormônios, mas os seios podem continuar sensíveis. Mas essas alterações são importantes para preparar seus seios para a amamentação
Dicas: Sutiãs com alças maiores e específicos para gestantes;
Banhos de sol no mamilo por curtos períodos pela manhã, sempre antes das 10 horas e com uso de filtro solar com fator de proteção adequado à sua pele;
Leve movimentação do seio com a mão (segurar levemente o bico com o dedo indicador, enquanto faça movimentos leves do seio para os lados).

Cólicas leves: As dores começam como cólicas e á medida que crescem, ou seja, ficam mais intensas podendo evoluir e serem acompanhadas de pequenos sangramento. O sangramento é menos comum que a cólica, porém há casos de mulheres que pensam estar menstruadas e por isso não suspeitam da gravidez.

Dicas: o importante é investigar a causa desta cólica e tratá-la corretamente após uma avaliação médica.

Aumento da sensação de fome: O gasto calórico necessário para se levar uma gestação até o fim é de aproximadamente 80.000 calorias. Isso é necessário para suprir o crescimento e desenvolvimento fetal, aumento de útero, mamas, estoques de gordura e aumento dos sistemas cardiovascular, respiratório e urinário. Para isso, então a gestante necessita de maior consumo alimentar.
As alterações endócrinas que ocorrem durante a gravidez levam a mudanças no centro da fome localizado no cérebro fazendo com que a gestante tenha mais vontade de comer.

Urinar com maior frequência: Logo nos primeiros dias após a implantação a gestante pode sentir vontade de fazer xixi com mais frequência, inclusive de madrugada. Nas primeiras semanas de gestação isso ocorre porque a progesterona também relaxa a bexiga, que não esvazia completamente quando a gestante vai urinar, e pouco tempo depois está com vontade de urinar novamente.
Já no terceiro trimestre a vontade de urinar toda hora volta com força total, pois o feto comprime a bexiga que fica com capacidade reduzida para armazenar urina.


Lembre-se que apesar desses sintomas serem justificados pelo aumento dos hormônios, não devemos esquecer que eles podem sempre se intensificar de acordo com nosso estado emocional.



 Laura Ezequiel Rodrigues
Fisioterapeuta Uroginecológica, Doula na Tradição, Instrutora de Pilates
laurarodrigues.fisioterapia@gmail.com