quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Estou grávida, e agora?



"O que é o medo senão o desconhecido, o absolutamente novo? Aquilo que não podemos reconhecer nem classificar?" (Frederick Leboyer)

Quando falamos de mulher, estamos nos referindo a um ser humano, ou seja, um ser individualizado, portando muitas coisas descritas embasadas em estudos não são regras para todas as gestantes. Cada uma terá seu modo particular de gestar.

Então vamos começar com uma conta clara: pense na última vez que você menstruou, de dez a quinze dias após você encontrava-se no  período fértil, quando provavelmente ocorreu a concepção, passaram-se mais quinze dias e pimba, o período menstrual não aconteceu! Então você resolve fazer um teste de farmácia ou exame de sangue e de fato descobre que está GRÁVIDA! Fechando a conta, seu bebê já está com 15 dias de vida e você 2 semanas de idade gestacional aproximadamente

COMO ACONTECE A CONCEPÇÃO

O ciclo reprodutor da mulher é um evento mensal dividido em duas fases. Durante a primeira metade do ciclo, a fase folicular, a glândula pituitária em seu cérebro produz o hormônio FSH (hormônio folículo estimulante), que faz com que seus ovários produzam o hormônio estrógeno. Sob influencia do estrógeno os óvulos começam a amadurecer, e nos dias 12 a 15  de seu ciclo, um dos óvulos estará maturo o bastante para ovular.
A partir daí o FSH diminui e começa a produzir o LH (hormônio luteinizante), que faz com que o folículo libere o óvulo, a famosa ovulação! E então seu organismo passa a produzir a progesterona, a qual prepara seu útero para uma possível implantação do óvulo, criando um meio nutritivo onde ele possa se desenvolver.
Nesse meio tempo o óvulo é transportado até o tubo falopiano em direção ao útero. Se a gravidez ocorrer, acontecerá dentro de 12 a 18 horas após a ovulação.
Como o macho não possui ciclo reprodutivo, seu esperma deve entrar pelo canal cervical no tempo correto se a fertilização for ocorrer. Por incrível que pareça, uma ejaculação contém em torno de 200 a 400 milhões de espermatozoides, e ainda assim não é fácil desses espermas encontrarem o caminho (já somos disputadas desde o princípio não?).
A qualquer hora, de cinco minutos a dois dias após o ato sexual, alguns espermas podem estar na posição correta para fertilizar um óvulo que possa estar descendo pelo tubo. Este óvulo fecundado pelo espermatozoide vai descer até o útero e se aconchegar no endométrio. (Assista NESTE LINK a beleza da concepção!)

PARABÉNS, VOCÊ ESTÁ GRÁVIDA!!!!

Independente da gestação ser super programada, não tão programada assim ou se foi completamente desprogramada, as dúvidas e os medos estarão borbulhando na sua cabeça, maaasssss....

Lembre-se que é muito importante driblar a ansiedade neste momento. Você ainda tem mais de 35 semanas para buscar informações e aprender a ter discernimento para definir o que é melhor para você e para o bebê. Não tenha pressa em definir qual ou como será seu parto, você ainda passará por inúmeras mudanças até chegar o dia de fato.

E na próxima semana falaremos sobre como se inicia o desenvolvimento fetal, os principais sintomas do início da gestação e como amenizá-los.

Laura Rodrigues
Fisioterapeuta Uroginecológica, Doula Aprendiz na Tradição, Instrutora de Pilates para Gestantes
laurarodrigues.fisioterapia@gmail.com

Gostaria de agradecer a oportunidade de escrever neste blog e poder partilhar meu conhecimento com vocês. Sou fisioterapeuta uroginecológica, Doula Aprendiz na tradição, formada pela escola C.A.I.S do Parto e uma eterna aspirante de conhecimento. E deixo claro que existem diferenças significativas entre os dois “títulos”, cada qual com sua particularidade e de suma importância para meu desenvolvimento pessoal e intelectual. Tenho orgulho e muita alegria em poder dizer que sou fisioterapeuta e hoje também Doula Aprendiz.
Infelizmente quase nenhuma instituição de ensino cartesiano mostra como transmitir amor ao próximo, mas ensinam muito bem a técnica e como se proteger cientificamente diante das situações. Sou muito grata em ter estudado em uma instituição que me mostrou muito bem sobre todas as técnicas e a como RESPEITAR o próximo e suas diferenças. Hoje aprendo a cada dia como aplicar estes ensinamentos e juntamente transmitir o amor e os conhecimentos adquiridos pela tradição.


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O Parto... é um Parto! (Parte I)

(Um necessário informativo sobre os diferentes tipos de parto e de atendimentos à gestante. Por Mariana Janeiro)

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Antes de tudo, é bom deixar claro: não sou ativista. Salvo casos que exijam alguma interferência medica efetivamente necessária, O PARTO DEVE SER UMA ESCOLHA DA MULHER, E APENAS DELA. Não faço campanha online. Não vou à passeatas. Apenas vou usar este espaço aqui (que é meu) para tentar transmitir algum conhecimento que obtive e tentar desfazer o nó que o excesso de informações erradas andam causando.
Sou Doula na Tradição, formada pela escola CAIS do Parto, por Marcely e Marla Carvalho, filhas de Suely Carvalho, parteira tradicional há mais de 30 anos e fundadora do CAIS do Parto. Acompanhei, como fotógrafa, mais de 30 partos hospitalares e exatos 7 partos domiciliares.
Sou Doula na Tradição. Não na humanização – que passou de ser um termo usado para o tratamento que deveria ser dado às gestantes, para uma equivocada nomenclatura de ‘honra ao mérito’. O que é uma pena. Explico mais adiante.

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Acontece que o parto nunca é uma questão até que se engravide. No meu caso, a primeira coisa que pensei foi: “Ok, esse neném vai precisar sair de algum jeito! Mas como?!”. Por sorte, eu já sabia a resposta pra minha pergunta. Mas nem sempre acontece dessa forma.
Algumas gestantes deixam para pensar no momento do parto apenas na reta final da gestação, o que é uma pena. Mas eu não as culpo, pois nosso sistema de saúde (publico e privado) não se preocupa em abrir um diálogo honesto sobre o nascimento. E quando o fazem, na grande maioria das vezes, ignoram ou os desejos (e medos) da gestante, ou ignoram os sentimentos do bebê e todo o traumático processo de nascer.

Quando vamos para a internet, vejo que existe uma confusão constante sobre as principais diferenças entra o parto feito através de cesarianas, partos normais, partos naturais, partos humanizados, parto na água, etc. Existe muita confusão sobre os benefícios, sobre os malefícios, sobre a real necessidade de sentir dor, sobre a real necessidade de uma anestesia. “Mas e se você faz o parto em casa e o bebê nasce com algum problema? Ou e se a mãe passa mal? O que é essa tal da ocitocina? O que raios faz uma Doula?” – essas e tantas outras perguntas que escuto frequentemente e que sempre tento responder a quem me pergunta. Mas também vejo muita resposta equivocada e, não há nada pior do que causar confusão em uma gestante e na sua família, num momento tão delicado quanto este.
Por conta disso, vou tentar destrinchar todos os modelos de parto, procedimentos, equipe, nomenclaturas e atendimentos que existem atualmente nos nossos moldes brasileiros, com o maior número de detalhes e links que eu puder compartilhar. Vou tentar fragmentar em várias partes, sendo que ultima parte (seja ela qual número for, rs) será inteiramente dedicado aos Partos na Tradição. E o motivo é simples: é onde eu atuo, é o qual eu me identifico e é o meio pelo qual escolhi trazer Gael (e espero que seja este que ele tenha escolhido também, ta bom filho? <3)

Espero que ajude um pouquinho nesta decisão tão bonita e tão delicada que é a de como trazer nossos herdeiros ao mundo :)

Toda a caminhada para o parto consiste em antes (Pré-Natal), durante (trabalho de parto e o ‘parto em si’) e depois (cuidados com o recém-nascido, assistência pós-parto para a mãe, puerpério e amamentação). Vou começar do meio, onde a confusão é maior.
Vamos lá!

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PARTO HOSPITALAR POR OPERAÇÃO CESARIANA (ou Cesárea)

Pode causar estranheza eu ter colocado “operação cesariana”, mas o fato é que a famosa Cesárea nada mais é do que uma cirurgia. Segue definição do dicionário:

Cesariana
s.f. Obstetrícia. Intervenção cirúrgica para a extração de um feto do útero materno.

Assim, sem massagem, a cesárea é sim uma cirurgia. Apenas não é tratada como uma, tamanha a banalização e facilidade para se fazer uma. Gosto de pensar da seguinte forma: ninguém chama o plantonista para fazer uma cirurgia cardíaca. Mas sempre tem um plantonista pronto para realizar uma cesárea.
Isso me soa estranho, e ruim.
O Brasil é um dos campeões em cesáreas desnecessárias. Entenda que, por desnecessárias, eu quero dizer as que são eletivas (agendadas) onde a gravidez não apresentou risco nem para a mãe e nem para bebê e onde ambos poderiam passar por um parto normal (onde o bebê sai pela vagina) sem problemas.

Como eu disse no começo, o parto é sim uma escolha da mãe. Mas fica um pouco mais difícil fazer essa escolha quando os MITOS aparecem, alguns dos mitos são:
- A mulher não tem dilatação.
- O cordão umbilical, se estiver enrolado no pescoço do bebê, pode levar à morte.
- Cesárea não dói e é mais segura.
- O bebê é grande mais e não vai passar pelo canal vaginal.
- As contrações de um parto normal são insuportáveis e o processo é longo demais.

Engraçado é perceber que a grande maioria dos questionamentos são sobre o parto normal. Até onde pude constatar, não há grandes duvidas sobre a Cesárea: é só cortar, o bebê sair, tirar uma selfie e ir para o quarto. O que mais me assusta não é a facilidade do raciocínio (pois ele é realmente bem simples mesmo) mas sim o fato de que, com a cesárea o parto tornou-se um evento da medicina, onde a mãe é coadjuvante e o bebê é o produto final. Digo isso com convicção, pois vi de pertinho mais de 30 nascimentos hospitalares e, em quase todos eles, o descaso com a mãe (num dos momentos mais frágeis da vida de uma mulher) e o tratamento em massa que é dado aos bebês, ficou evidente.

Em defesa ao parto normal (por via vaginal, é bom lembrar) tenho duas grandes considerações:

- O bebê
Até onde me consta, quando uma cesárea é agendada, ninguém perguntou ao bebê se ele estará pronto para vir ao mundo. O que muita gente desconfia, é verdade: a conta do médico nem sempre está certa. A menos que você saiba exatamente a data da concepção, é tudo um mistério e como todo mistério, é cheio de variáveis.
Sou ruim de conta, mas sei que a conta dos médicos vai até 40 semanas de gestação. Passou disso entram os mitos (citados daqui a pouco) como: o bebê passou do tempo. Que tempo? O dele ou o nosso? Complicado, não é?! E, se a conta do médico não é muito exata, ele já pode estar de 41 semanas como também de... 38! Pois é.
Nós (da Tradição) acreditamos que o bebê tem o tempo dele e esse tempo é exato e sábio. Nem mais, nem menos. Ele dará seus sinais de que quer e precisa sair, e assim será feito. Pra que apressar as coisas?
Fora tudo isso, o que pouca gente se atenta é o fato de que o nascimento é uma ruptura muito maior para eles do que nós podemos imaginar. Quando nascem, é a sua primeira grande vitória e eles precisam fazer esse caminho do jeito mais natural possível: sem grandes sustos, sem serem removidos à força e fora do seu tempo.
Respeitar a mãe é essencial. Mas respeitar o bebê também deveria ser uma prioridade. Digo isso pois, além da questão do tempo temos também uma série de procedimentos (muitas vezes desnecessárias) aos quais os recém-nascidos são submetidos: aspiração do nariz, colírios, remoção imediata do colo da mãe, não-incentivo ao aleitamento materno nas primeiras horas de vida, o banho (porque sim, aquela gosminha branca, chamada vérnix, é muito boa para eles), e o corte do cordão umbilical enquanto ele ainda pulsa. Tudo isso você pode encontrar bem explicadinho NESTE LINK .

- A famosa (E MUITO REAL) violência obstétrica.
Ela ficou famosa, ganhou imprensa e destaque só para nos dizer que: O sistema obstétrico está cada dia mais podre e menos humanizado. (Neste texto, não pretendo dialogar sobre, apenas expor. Mas deixo o dialogo mais do que aberto e convido a quem se interessar para se manifestar nos comentários). A violência obstétrica acontece para todos os graus sociais, em todos os hospitais (particulares ou públicos). Começa antes mesmo da mulher ser admitida e quem acredita que termina quando ela tem alta está MUITO enganado. O ciclo vicioso funciona mais ou menos assim:

O médico diz para a mulher que “Semana que vem já estamos na 40a semana, vamos marcar a sua cesárea!” e a mulher, claro, aceita. Por confiar no médico e temer que qualquer coisa de ruim possa acontecer à criança.
Chegando no hospital, ela precisa muitas vezes escolher: ou o marido, ou a doula (se ela tiver uma) ou o fotógrafo (se ela quiser registrar). Não há a menor chance dessas três pessoas entrarem juntas. Se a gestante quer a mãe dela e o marido, não pode também. A lei diz que ela tem direito a UM acompanhante, e é apenas isso que ela vai ter.

Daí pra frente, o show de horror desanda:
- Tricotomia, que é a raspagem dos pelos pubianos – e, convenhamos, um processo bem do humilhante.
- Estourar a bolsa d’agua para ‘acelerar’ o trabalho de parto
- Aplicação de ocitocina sintética (que, é um hormônio produzido naturalmente) sem o consentimento da mulher.
- Ofensas e humilhação da gestante e familiares (não foram raras as vezes que ouvi coisas como: “Na hora de fazer não gritou né?”, “Cala a boca!”, “Por que grita tanto?” e outras...)
- Discriminação racial – é comprovado que as mulheres negras esperam mais por um atendimento do que as outras mulheres.
- Exames de toque frequentes, desnecessários e feitos sem o menor cuidado.
- Total descomprometimento da equipe com a gestante.
- Nenhuma sugestão para a troca de posição durante o trabalho de parto (que, além de desconfortável é, por si só, contra a gravidade)
- Episiotomia, nome dado ao corto que é feito entre a vagina e o ânus para facilitar a saída do bebê (na desculpa de que ele sairá mais fácil e que ‘o bebê ia rasgar naturalmente mesmo’)
- Uso de fórceps.
- Manobra de Kristeller, que é a pressão feita sobre a barriga (muitas vezes por enfermeiros enormes e muito fortes) para empurrar o bebê (!!!!!!)
- Não deixar que a recém-nascido venha diretamente para o colo da mãe assim que nasce, mantendo a mesma amarrada à cama.

Quando uma mulher tem consciência do seu corpo, deseja um parto natural e acaba (por inúmeras razões) tendo um parto por cesárea, acontece o óbvio: a mulher tem o seu parto roubado. E com ele, parte da sua humanidade, do seu ser e da dignidade. Além do filho, resta muito pouco. Perto das feridas físicas, a ferida na alma é algo que demora para cicatrizar. SE um dia se cicatriza.

Contra fatos, não há argumentos. Por isso, deixo aqui o link direto para um documentário que toca direto e reto na ferida (literalmente):

http://youtu.be/eg0uvonF25M

PORÉM....

Em contrapartida, devo defender também que SIM, em alguns casos a cesárea é bendita, bem vinda e salva vidas. Alguns casos são:
- Eclampsia, que é uma hipertensão que a mulher desenvolve durante a gestação.
- Diabetes alta e grave.
- Gestantes portadoras de HIV
- Casos de placenta prévia total, quando o deslocamento da placenta bloqueia a saída do bebê.
- Prolapso, quando o cordão umbilical sai antes do bebê, cortando o fluxo de sangue para ele.

Sobre os mitos e verdades, é possível saber de quase todos eles NESTE LINK. A escrita é um pouco irônica, mas a informação é válida.


A cesárea não é vilã. A desinformação, sim.

Mas existem as mulheres que realmente não querem sentir dor, que por algum motivo precisem imprescindivelmente agendar a data do parto, que sentem um medo muito real do parto normal e que irão se sentir mais seguras na precisa de uma equipe médica treinada –  minha prima é uma delas. Elas escolheram sim ter a cesárea por algum tipo de conveniência. E o que nós temos a ver com isso? Nada! Deveríamos respeitar quem opta por este modo de trazer os filhos ao mundo, uma vez que ninguém sabe o peso da carga que a outra carrega.

E é neste ponto onde eu acho que, honestamente, as ativistas da humanização falham. E falham feio. Já cansei de sentir vergonha alheia e tristeza em fóruns do Facebook quando uma mãe diz que OPTOU pela cesárea e, praticamente segundos depois, um batalhão ‘humanizado’ aparece para julgar a opção e, instantaneamente, fazer essa mulher se sentir menos mãe, menos mulher, menos merecedora do filho que tem.
Chega a ser um absurdo que denominem-se ativistas humanizadas uma vez que, assumindo essa postura, tiram pouco a pouco a humanidade daquela que está ali muitas vezes precisando de apoio, de ajuda, de empoderamento.

Estamos aqui e precisamos uma das outras para que tenhamos autonomia, que sejamos informadas e que, com isso, possamos fazer a escolha que nos parecer melhor e mais segura! :)

Na próxima parte pretendo abordar o parto normal (hospitalar) e o tão famoso parto natural em hospital. Será que ele existe mesmo?

Até!
<3



Coral Materno e Vivência Musical

NOVIDADE!

O Espaço Materno em parceria com Calu Florence inicia um grupo de CORAL MATERNO, onde mães com bebês e crianças podem experienciar vivências musicais, aprendendo a cantar, tocar instrumento, ritmo e leitura de partitura. Tudo isso com a metodologia da Pedagogia Waldorf, em que integra e simplifica, possibilitando que cada participante descubra ou afine o seu talento musical.
E para o público em geral iniciaremos um outro grupo, de VIVÊNCIAS MUSICAIS.



NÃO É NECESSÁRIO TER CONHECIMENTO EM MÚSICA!


CORAL MATERNO -  Mães com Bebês e crianças - segunda das 14h30 as 16h30

VIVÊNCIAS MUSICAIS - Aberto para o público em geral, aulas de Quarta das 19h as 21h


A PROPOSTA
A proposta do trabalho musical em grupo proporciona além da sociabilização, a tranquilidade para um caminho individual e o desafio do mesmo. Ao se deparar com o outro naturalmente surge o desejo de fazer o belo de fazer o melhor, assim como admiração e reconhecimento pelo próximo e  pelo que  podemos fazer juntos.
Todos tem seus talentos e tendências para contribuir, assim como todos temos o que aprender e se auto educar, neste processo tudo isso ganha  a leveza e a alegria que a natureza musical traz em si.
O trabalho de compreensão e teoria musical, é baseado em vivências e imagens que buscam sentido, riqueza e suavidade tanto quanto precisão e objetividade que lhe é inerente.
A pedagogia Waldorf propõe, entre tantas, a integralidade da visão do Ser Humano, na simples estrutura das aulas e na sequencia das mesmas, formando  um processo de aprendizado que busca atingir o  ser como um todo.

Assim, propomos em uma aula, qualidades rítmicas, cognitivas e emocionais; e ao longo do processo , que se estruture  habilidades  motoras , resistência e vitalidade -pois música também é treino – assim como, envolvimento , autonomia   e independência . Para que cada um sinta a segurança de trilhar as atividades musicais no seu intimo, no seu tempo, no seu trajeto e assim, quando estiver em grupo, contribui e colhe com seu próprio desenvolvimento.

A estrutura da aula traz a vivência rítmica, o canto,  a leitura, a escrita e o instrumento. A constelação formada pelo grupo vai apontar o rumo e a tendência a seguir.

É ensinado a/as  Flauta/s,  e  esta é uma base estrutural, um diálogo em comum da parte instrumental. Com o tempo, incluímos o que surgir de contribuição. Podemos fazer também uma vivência com os Cânteles, incluir Xilofones e Metalofones e percussão, se o grupo assim fluir.

A meta é que todos possam crescer no caminho  musical , para podermos realizar o belo em conjunto e contribuir com o nosso meio,  “culturalizando” nossas famílias e nosso em torno, apresentando, quando já seguros e felizes para doar, em festas de Escolas, de Famílias e eventos que forem propostos pelos próprios integrantes.

Cordialmente,
Ana Carolina Amaral Florence (Calu)

INÍCIO
Outubro

INSCRIÇÕES
espaçomaternojundiai@gmail.com

Curso da Gestante e Casal Grávidos

CURSO DA GESTANTE E DO CASAL GRÁVIDO
Com a Psicóloga Raquel Benazzi e  Doula e Parteira Aprendiz Thiana Andreotti Ferrarezi

Para os casais de primeira viagem, participar de um curso vivencial sobre todos os acontecimentos da gestação e pós parto é fundamental. Aqui abordaremos os temais mais importantes para que essa jornada seja o mais tranquila possível, dentro das deliciosas descobertas desse novo papel que é ser mãe e pai.
Serão 8 encontros e em cada um deles falaremos sobre um tema específico, teremos uma vivência sobre o tema e um tempo para conversar.
Sejam bem vindos!

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

1o ENCONTRO
- Estrutura fisiológica da gestação mês a mês: mudanças físicas e hormonais.
- O que pode e o que não pode fazer em cada mês gestacional
- Atividade vivencial

2o ENCONTRO
- Aspesctos psicológicos e emocionais da gestação
- Alimentação na gravidez
- Exercícios na gestação
- Atividade vivencial

3o ENCONTRO
- Parto- tipos de partos e aspectos fisiológicos
- Ritual de passagem: aspectos emocionais desse momento
- Atividade vivencial

4o ENCONTRO
- Puerpério: mudanças pós parto na mulher
- Aspectos emocionais do pós parto
- Lutos
- Mudanças familiares
- Atividade vivencial

5o ENCONTRO
- Amamentação
- Cuidados práticos com o bebê (banho, umbigo, troca, choros)
- Atividade vivencial

6o ENCONTRO
- Volta ao trabalho
- Luto pelo abandono
- Quem irá cuidar
- Dúvidas e angústias
- Atividade vivencial

7o ENCONTRO
- Vínculo com o bebê durante os primeiros meses
- Vínculo da mãe com o pai
- Vínculo familiar
- Atividade vivencial

8o ENCONTRO
- Encerramento e Dúvidas
- Atividade Final: Livro da gestante produzido por ela mesma
- Avaliação do curso

DATAS
Grupo 1
Segunda-feira: 19h as 21h30

Grupo 2
Sábados: 9h30 as 12h

Início em OUTUBRO/14

COMO PARTICIPAR
Envie um mail para espacomaternojundiai@gmail.com informando o grupo ideal para você e seus dados pessoais.

Abraço
Thiana

Roda de Casais Grávidos e Gestantes

Há mais de 23 anos acontece em Olinda, na sede do CAIS do Parto, toda terça-feira as 20h a Roda de Casais Grávidos e Gestantes. Em Jundiaí acontece há 3 anos e hoje já conseguimos visualizar quantas mulheres, famílias e bebês foram beneficiados por participarem de algo tão especial e profundo.
Estar nas rodas significa trazer suas questões, dúvidas e expectativas para compartilhar com outras pessoas que estão passando pelo mesmo momento que você. O universo materno traz muitas novidades, medos, questionamentos e preparações. O espaço da Roda é o lugar ideal para trocar essas idéias.

Nossa roda não tem tema pois cada mulher/casal traz seus temas e isso torna a vivência mais rica!

Venha desfrutar! Toda terça, as 20h.



Ritual de Colo, despedida da barriga:





domingo, 21 de setembro de 2014

Depois de duas cesarianas, parto natural é possível sim!!!

Bruna agradece ao filho Ben por essa vivência

Filho, já faz quase 3 semanas que você está aqui, do lado de fora, e não passou um dia sequer que eu não revivesse o seu nascimento. Aquela noite de domingo chuvosa me trouxe de volta à vida. Ascendeu dentro de mim sentimentos que eu buscava desde que cheguei à essa encarnação. Passei a sua gestação inteira me fazendo uma única pergunta: o que será que eu busco tanto nesse tão sonhado parto natural? 
A resposta que me vinha sempre a mente era de que não passava de pura vaidade. Uma prova de que eu era capaz. Eu estava errada filho. O que eu buscava era conexão. 
Conexão com você, com seus irmãos, com o meu corpo, com as suas avós e bisavós. Eu buscava cura para a alma. Afinal, o meu direito a todos esses sentimentos me foi tirado com duas desnecesáreas. Eu sonhei muito com o momento do seu nascimento, pequeno, mas nada do que eu ouvi, nenhum vídeo ou depoimento poderia ter me preparado para o que nós vivemos. Logo nas primeiras contrações, aquelas, fraquinhas, tímidas, eu abri meu coração. Nós dois conversamos e eu disse que estava preparada, que você podia vir. 
Estávamos todos prontos para recebê-lo. A casa tava cheirosa, suas roupinhas limpas e a vida já não fazia mais sentido sem você. Disse a você que viesse no seu tempo, que eu driblaria a minha ansiedade e curiosidade em conhecê-lo. E naquela sala de parto, naquele "delivery", eu me rendi. Me entreguei à dor, ao desconhecido, à paciência. Me entreguei e me desprendi. Percebi o quão pretensiosa eu fui ao pensar que eu poderia controlar. Só mesmo eu para achar que seria como eu havia planejado. E na penumbra daquela sala, nas palavras doces da Thiana, mas acima de tudo na crença de que eu era capaz, eu pari. Eu vivi cada segundo. E no relógio, de cada segundo fez-se a eternidade. Foram duas horas apenas. Foram duas horas que curaram o gosto ranço de 12 anos. 

Duas horas que me foram tiradas quando me fizeram acreditar que eu não saberia, não gostaria e pior não conseguiria parir. Ben, meu filho amado, obrigada pelas duas horas mais incríveis da minha vida. 

Obrigada pela incrível jornada, pelos ensinamentos, pela coragem de vir à essa vida com uma responsa tão grande. Naquele primeiro de setembro nascia você, sua irmã e seu irmão. Naquela madrugada eu renasci. Minha eterna gratidão à Thiana, que sutilmente entrou no meu ser. À Mari, que entre um enquadramento e uma piada faz a vida leve e retratou a chegada do pequeno com tanta grandeza, sem perder a simplicidade. À minha médica, Betina, que num meio onde os egos estão sempre brigando, não se importa em fazer o papel de coadjuvante. E ao meu marido. Meu companheiro de vida. Que mesmo no seu silêncio entendeu o meu resgate, o meu pedido de cura e não mediu esforços para me apoiar incondicionalmente.










Bruna Okamoto
Mãe da Sofia, do Theo e do Ben
Equipe: Betina Bittar Abs (Obstetra), Thiana Ferrarezi (Doula) e Mariana Janeiro (fotógrafa)

sábado, 20 de setembro de 2014

Parto Humanizado Jundiaí, é possível?

"Humanizar o parto, é dar liberdade as escolhas da mulher."
Aqui em Jundiaí trabalhamos desde 2010 para que cada vez mais mulheres sejam respeitadas em seus partos e mais vidas cheguem com respeito.

Ao longo desses anos, já conseguimos ter um médico que atende alguns partos humanizados, sendo responsabilidade de cada gestante fazer seu trabalho de preparação com informações e planejamento. Geralmente acontece em conjunto com sua Doula, individualmente ou nas rodas às terças.

Ainda não temos NENHUM hospital, público ou privado, que esteja apto ao atendimento do parto humanizado aqui em Jundiaí. Quem define a conduta do parto é o médico em conjunto com sua equipe, nesse caso, Doula e Pediatra Neonatal, sempre baseado no planejamento e desejo da mulher para a hora do parto. O hospital tem suas regras e protocolos para funcionamento e não se disponibilizam para os desejos de cada gestante. Em Jundiaí somente um hospital possui uma sala PPP (pré-parto, parto e pós-parto) que quando há a presença desse médico é que os bebês podem nascer naturalmente e sem intervenções. A sala não é usada para nascimentos nas equipes de plantão.
Os demais hospitais obrigam que os nascimentos sejam nos moldes convencionais e dentro do centro cirúrgico.
A maioria dos partos humanizados acontecem em um grande hospital de SP.

Quando os partos acontecem nos hospitais daqui da cidade, a gestante é acompanhada pela doula em casa até o momento mais próximo do nascimento, se encaminhando para o hospital no final da fase ativa. O médico é informado sobre o andamento do trabalho de parto desde o início e se encaminha para o hospital no mesmo momento que a gestante / pai da criança e a Doula. Nesse caso, a Doula pode acompanhar a gestante até o pós parto imediato.

Quando uma mulher decide ir para o plantão de um hospital para ter o seu bebê, o procedimento com a doula é o mesmo, diferenciando-se que não haverá um médico a espera. Ela será atendida por quem estiver no plantão e nesse caso não há como saber quais serão as condutas do profissional que a atenderá, ficando então, sem ter como escolher o que gostaria para o momento do nascimento ou então esperar que o atendimento seja humanizado.
Nesse caso, a presença da Doula não garante para a gestante um tratamento diferenciado por parte da equipe de plantão, mas sim, ajuda a gestante a ter um parto mais tranquilo por contar com o apoio de uma doula, caso a equipe de plantão permita sua entrada.

Para mais informações, entre em contato. Estamos sempre a disposição.


Thiana
Parteira Aprendiz e Doula na Tradição
Instrutora de Yoga na Gestação e Yoga Mamãe Bebê
contato@espacomaternojundiai.com.br
11 96474 2090