O rei Luis XIV assistiu ao parto atrás de uma cortina. Houve uma reação quanto a presença masculina no parto, como a do catedrático Phillippe Hequet, que publicou um artigo sobre a "incidência dos homens que fazem o parto das mulheres".
Apesar de tudo, as burguesas logo quiseram seguir o exemplo da rainha, e a entrada do médico no quarto das parturientes foi acompanhada pelo ABANDONO PROGRESSIVO DO PARTO DE CÓCORAS, em benefício da cama.
Com o passar do tempo, os médicos assumiram cada vez mais o controle da assistência ao parto. Desabituados do acompanhamento de fenômenos fisiológicos, foram formados para intervir, resolver casos complicados e ditar ordens.
O parto então passou a ser visto como um evento cirúrgico, como um outro qualquer, e a parturiente, agora
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| Parto Normal Hospitalar |
O termo "parto humanizado" surgiu para dizer que é hora de abandonar essa forma de assistência ao parto. Quando o parto se tornou um evento médico, passou a ser tratado de forma "violenta" e depois de muitos e muitos anos, é necessário humanizar esse atendimento, ou seja, voltar a respeitar a fisiologia do parto, a mulher e o bebê. Diz que é preciso atender aos partos como sempre foram atendidos pelas parteiras. Mas ainda assim, se o parto é fisiológico e natural, para uma gravidez sem risco, o lugar certo para nascer não é no hospital e sim em casa, com parteira. Deixando o hospital e os médicos disponíveis para intervirem caso seja necessário.
Vale a pena uma reflexão sobre a forma como atualmente as mulheres escolhem o nascimento de seus filhos, bem como se é hora de refazer essas escolhas.
O "parto humanizado" se refere para quando é no hospital, pois em casa já é naturalmente respeitoso e humanizado.
Existem hospitais e médico atualmente que usam o termo "humanizado" para dizer que estão dispostos a serem menos invasivos e mais respeitosos em relação ao parto. Mas de qualquer forma, dentro do hospital, é menos provável que isso seja possível, devido a regras e procedimentos necessários dentro da instituição.
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| Parteira Marcelly Carvalho, Parteira, alscutando o bebê no parto domiciliar |
O parto domiciliar, atendido por parteiras, além de humanizado naturalmente, é seguro e respeitoso. A mulher é assistida integralmente em suas necessidades fisiológicas, emocionais e espirituais. Acolhida em seus medos, respeitada em suas escolhas e orientada quanto a evolução do trabalho de parto e estado de saúde do bebê por nascer. Além de ser uma vivência profunda e transformadora para a mulher, o bebê e toda a família.
Os partos em casa são atendidos por parteiras. Atualmente existem também enfermeiras e obstetrizes atendendo partos domiciliares. Primordialmente e essencialmente as Parteiras são preparadas e sempre atualizadas para cuidarem da gestação, do parto e maternidade como um todo.
Thiana | Doula


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